sábado, 27 de março de 2010

sexta-feira, 19 de março de 2010

Panorama




Cláudia andava pela rua a caminho de casa. Passava sempre pelos mesmos lugares ao voltar do trabalho, mas nem sempre observava as coisas ao seu redor.
Um dia, ao passar por um terreno cheio de plantas, resolveu olhar mais de perto e viu lá no fundo uma casinha pequena, com várias janelas e telhado de palha. Aliás, o telhado tinha um formato diferente. Ela não sabia do que se tratava, afinal, era uma casa muito pequena para alguém morar. Parou e a observou de vários ângulos procurando nela e no terreno algo que pudesse indicar sua origem ou sua função.
Nesse momento, uma mulher que passava por perto lhe perguntou se queria alugar o espaço. Ela negou com a cabeça e disse que estava só de passagem e que aquela casinha em meio ao verde lhe chamou a atenção. A mulher lhe disse que sempre passa por ali e observa o lugar, porém, não é apenas a casinha simples e bonita que lhe chama a atenção. Ela fica impressionada com as plantas, que ficam largadas no terreno sem nenhum cuidado. Ela disse também que ali funcionava uma floricultura, mas que, há alguns anos, a dona abandonou o local e ainda deixou lá algumas plantas. Segundo ela, até pouco tempo, tinha alguns vasos de uma planta chamada "Pata de Elefante", que não é considerada barata no mercado e que ela, passando ali todo dia, ficava com vontade de ter a planta pra ela, enfeitando seu jardim e sua sala de estar.
Cláudia então deduziu que aquela casa pequena provavelmente era onde os clientes eram recebidos e que aquele ambiente devia ser bem mais bonito e acolhedor com as outras plantas e flores que existiam no local, enfim, com a floricultura funcionando.

Retrato II




Dessa vez, quis mostrar apenas uma das preferências da Marília: o forró. Então coloquei as rasteirinhas para representar esse estilo de dança.
O efeito, apesar de evidenciar o Photoshop, eu usei para tentar aproximar da textura das pinturas de Van Gogh e, ao usar as resteirinhas desgastadas de tanto dançar forró, quis fazer uma intertextualidade com as botas pintadas por ele.

quarta-feira, 17 de março de 2010

terça-feira, 16 de março de 2010

Conceitos

Flâneur



O nascimento do Flâneur, ocorrido na modernidade, contrasta com a burguesia que surgiu durante o processo de industrialização. Com o crescimento dos centros urbanos, o ritmo de vida dos habitantes mudou bastante, marcando um tempo corrido e precioso.
O Flâneur, pelo contrário, mostra-se o oposto dessa correria. É uma figura que vaga a pé e sem rumo pelas ruas das cidades, observa cada detalhe e anda tranquilamente sem se inserir no espaço onde percorre. Assim, vai descobrindo a história de cada lugar por onde passa e cria um novo ponto de vista e uma nova percepção da cidade. Paris é a cidade típica do Flâneur e traz a possibilidade de diferentes aventuras acontecerem.


Deriva - Situacionistas

Os situacionistas tinham o objetivo exatamente contrário ao dos arquitetos modernos. Enquanto os modernos consideravam que a arquitetura e o urbanismo poderiam mudar a sociedade, os situacionistas acreditavam que a sociedade é que deveria mudar a arquitetura. Além disso, diferentemente dos modernos, os situacionistas queriam provocar a revolução e, para isso, a arquitetura e o ambiente urbano induziriam a participação e a ação da sociedade, mudando o pensamente e a vida cotidiana.

A deriva é um trabalho que estuda as ações do ambiente urbano nas condições psíquicas e emocionais das pessoas e é de autoria do pensador situacionista Guy Debord. Lançar-se à deriva é, partindo de um ponto qualquer, rumar deixando que o meio urbano crie seus próprios caminhos. Além disso, deve-se fazer um mapa do percurso e realizar anotações sobre os motivos pelos quais se fez esse caminho, considerando detalhes como qual lado da rua foi percorrido ou que direção foi tomada, isto é, se à esquerda ou se à direita. Assim, é possível analisar quais zonas psíquicas fizeram com que se seguisse por esse caminho, trazendo sentimentos agradáveis ou não.
A finalidade da deriva, então, é transformar o urbanismo, a arquitetura e a cidade.
A Internacional Situacionista considera que o meio urbano em que vivemos é um potencializador da situação de exploração vivida, portanto, a cidade deve se tornar um espaço para a libertação do ser humano.


Le Parkour



Le Parkour é uma atividade na qual os praticantes movem-se de forma rápida e eficiente entre pontos do espaço. Para isso, usam apenas habilidades do próprio corpo, realizando saltos e escaladas para superar obstáculos que aparecem no ambiente. Assim, assemelha-se a uma atividade de auto-defesa, como se estivesse em uma emergência. Os praticantes podem usar quaisquer movimentos para ajudá-los a ganhar a maior vantagem possível de alguém ou em alguma coisa e os obstáculos podem ser galhos, pedras e paredes. Portanto, Le Parkour pode ser praticado tanto em áreas rurais quanto urbanas.


Flash Mob



Flash Mobs são aglomerações de pessoas em um local público que acontecem de forma rápida e inusitada nas quais elas realizam alguma ação que foi combinada anteriormente como cantar, dançar, etc. Depois disso, essas pessoas vão se dispersando da mesma forma rápida com a qual se reuniram, causando um estranhamento nas outras pessoas que estavam por perto e não sabiam do acontecimento. Normalmente as reuniões são organizadas por meio de mensagens eletrônicas e outros meios de comunicação.
O primeiro flash mob foi planejado via e-mail pelo jornalista Bill Wasik para acontecer em Manhattan. Alguns dos Flash Mobs mais famosos são o Pillow Fight, em que as pessoas combinam hora e local e fazem uma grande guerra de travesseiros; o Subway Party, em que um grupo de pessoas se juntam dentro de um dos vagões dos trens metropolitanos e fazem uma festa com música, dança, presentes; o Zombie Walk, em que as pessoas que se juntam para passar algum tempo caracterizadas como zumbis e agindo como tal; e a Improv Everywhere, que organiza alguns Flash Mobs como o que foi realizado em Nova York e 200 pessoas fingiram estar congeladas por um minuto, gerando uma enorme discussão.



Fontes:
http://www.traca.com.br/livro/93492/o-flaneur
http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/
http://www.deriva.com.br/deriva - Internacional Situacionista - Deriva, Psicogeografia e Urbanismo Unitário
http://pt.wikipedia.org/

Mapa

segunda-feira, 15 de março de 2010

domingo, 14 de março de 2010

quinta-feira, 11 de março de 2010

Retrato



Primeiro trabalho de Plástica e Expressão Gráfica/Informática: Retrato de Marília Tanure
Fiz o retrato da Marília usando algumas fotos dela e de coisas das quais ela gosta. Usei um efeito de transparência de modo que apareçam tanto a imagem quanto a foto dela, mostrando que ela e suas preferências se misturam, formando a pessoa que é a Marília. Essas preferências que representei são o forró, o time, os chocolates, os amigos, o namorado, as borboletas, os filmes, as cachoeiras e outras paisagens em geral.
Colocando uma foto dela sem alterações, no centro e de tamanho maior do que as outras, quis ressaltar a Marília como o elemento fundamental do trabalho, pois, a partir dela, pesquisei e criei o retrato.